Dois discursos completos de festa da cumeeira, um de uma construção privada, outro da sede de um clube feita com muito trabalho voluntário. Os nomes são inventados, a sequência é real: ambos os discursos começam logo a seguir ao brinde da cumeeira do carpinteiro. Depois de cada discurso, explica-se porque resulta. A estrutura por trás está explicada na página Discurso de festa da cumeeira como dono da obra.
Exemplo 1: A dona da obra agradece na festa da cumeeira
Situação: Festa da cumeeira de uma moradia unifamiliar num loteamento novo, cerca de 30 convidados, o carpinteiro já disse o brinde da cumeeira e atirou o copo. 3 minutos.
Caros convidados, caros vizinhos e, acima de tudo: caros trabalhadores da obra!
Há 14 meses, estava aqui num prado enlameado a explicar ao meu marido onde ia ficar a cozinha. Ele acenou que sim e, às escondidas, foi ver à planta se era mesmo assim. Hoje estamos debaixo da nossa própria estrutura de telhado. Que ela esteja de pé, e exatamente onde deve estar, devemo-lo a pessoas que quero agora nomear.
Sr. Kowalski, o senhor betonou a laje com a sua equipa em fevereiro, a oito graus negativos. Nessa manhã, li a previsão do tempo à janela da cozinha do nosso apartamento arrendado e pensei: hoje não aparece ninguém. Às sete, o senhor já estava na laje. Obrigada por isso.
Obrigada à carpintaria Brandt, porque a parte mais bonita do dia de hoje veio lá do alto. Obrigada à nossa arquiteta, a Sra. Yilmaz, que fez de cem desejos um projeto e de três pedidos de alteração por semana nenhum drama.
Caros vizinhos: desde janeiro aguentaram a grua, o barulho e uma rua cheia de carros, e mesmo assim, no verão, passaram-nos bolo por cima da vedação. Temos gosto em ter-vos por perto.
E Jonas: além do teu emprego, fizeste todos os turnos de fim de semana nesta obra. O próximo fim de semana é para o sofá. Assim que tivermos um.
Mas agora: o rancho está a fumegar, o barril está aberto. À nossa casa, aos bons vizinhos e aos trabalhadores que cumprem a palavra a oito graus negativos!
Porque resulta: A entrada mostra em duas frases o caminho do prado à estrutura do telhado e, de caminho, arranca a primeira gargalhada. O agradecimento central assenta num pormenor que só esta dona da obra pode contar: oito graus negativos, o olhar da janela da cozinha, as sete da manhã na laje. Vizinhos e marido recebem, cada um, o seu momento concreto. A frase final é, de forma audível, o sinal de partida para o banquete da cumeeira e volta a pegar na imagem mais forte do discurso.
Exemplo 2: O dono da obra da sede do clube agradece aos ajudantes
Situação: Festa da cumeeira da nova sede de um clube desportivo, construída com muito trabalho voluntário, cerca de 60 convidados. O presidente fala na qualidade de dono da obra. 3 minutos.
Cara família do clube, caros vizinhos, caros convidados,
quando votámos a nova construção na assembleia de sócios, há dois anos, houve uma intervenção que nunca vou esquecer: «Isto nunca conseguimos.» O colega está aqui hoje. Esteve ele próprio na obra em 19 dos 34 dias de trabalho voluntário. Fica dito.
Este telhado sobre nós é, em boa parte, construído por nós. 34 dias de trabalho voluntário, 61 sócios em ação, mais de 2.800 horas de trabalho próprio. Cofraram fundações, carregaram pedras e, aos sábados às sete, estiveram à betoneira, mesmo com jogo do campeonato ao domingo. Esta casa é vossa porque foram vocês que a construíram.
Ainda assim, foram precisos profissionais. Obrigado à carpintaria Albers pela estrutura do telhado e pelo brinde da cumeeira de há pouco. Obrigado à construtora Lohmann, que coordenou o nosso trabalho voluntário em vez de o recear. Obrigado ao município pelo terreno em direito de superfície. E obrigado a 214 doadoras e doadores, que juntos deram 47.000 euros.
Caros moradores da Kampweg: tiveram ano e meio de betoneiras em vez de chilrear de pássaros. A primeira salsicha do novo grelhador é vossa.
Até à inauguração, na primavera, ainda há que fazer. Hoje, festeja-se primeiro: o grelhador está aceso, o balcão está montado, já sabem o caminho. À nossa sede!
Porque resulta: A entrada conta a resistência do início e resolve-a com um remate que honra o cético em vez de o expor. O trabalho voluntário aparece em números secos: 34 dias de mão de obra, 61 sócios, 2.800 horas. São precisamente estes números que tornam credível o agradecimento aos voluntários. Profissionais, município e doadores recebem, cada um, uma frase; os vizinhos, uma promessa só sua. O fecho anuncia a inauguração e abre depois, com clareza, a festa.
O padrão por trás dos dois discursos
Ambos os discursos deixam a cerimónia por conta do carpinteiro e concentram-se no agradecimento. Ambos prendem cada agradecimento importante a um pormenor ou a um número que só serve para esta obra, e ambos terminam com um sinal audível de partida para a refeição. Como construir o teu próprio discurso está no guia Discurso de festa da cumeeira como dono da obra; o eloqole molda, a partir dos momentos da tua obra, as duas durações, de três e de cinco minutos.